Cada um sabe o que pode e quer levar. Aqui, eu e Eliane transportamos cerca de 11 quilos cada um - é sempre o peso que dá quando pesamos no aeroporto. Esses 11 quilos vão divididos em dois alforges impermeáveis. Roupa de embarque, roupa de pedalar, celular, tablet, câmera, cabos, havaianas, ferramentas para a bicicleta, câmaras de ar.
No dia do embarque. Nós levamos como bagagem de mão apenas uma mochila para cada. Os quatro alforges (dois meus, dois de Eliane) nós colocamos em uma sacola de cordura, super resistente, que foi feita para transportar a bicicleta dobrável. Este pacotão eu embalo com filme plástico; dessa vez, utilizei três rolos de quinze metros. Foto a seguir:
Dia 1 - Recife - Lisboa
Ontem, aeroporto em Recife, voo ok, pousamos em Lisboa às 10 horas da manhã, horário de Portugal. A passagem pela imigração foi muito rápida: no totem, escaneamos passaporte e digitais e respondemos as perguntas. No controle manual, o policial perguntou o que iríamos fazer em Portugal, turismo, quantos dias, e nos liberou. Às 10:24 já estávamos nas esteiras esperando a bagagem. Pegamos a bagagem e compramos dois sim cards Vodafone. Saímos e guardamos o pacotão no locker, chamamos um Uber e hotel Ibis, check-in, caminhamos até o Rossio, almoçamos no Café Portugal. Uma moça chamada Anita, do Nepal, nos atendeu. Pedimos polvo, Eliane, e pernil de porco; vinho rosé Rafeiro, do Alentejo. Caminhamos até a Praça do Comércio e depois até o Mercado da Ribeira e Time Out. Muito quente. Pegamos um Uber para o hotel. No final da tarde, caminhada até o Tejo, jantar – pizza – na Praça do Comércio.
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Dia 2 - Lisboa para Marseille
Fila imensa no Aeroporto de Lisboa, nas partidas. Chegamos às 6:05 e conseguimos chegar no portão de embarque S11 às 7:35. Nosso voo de 8:40 para Marseille. Tomamos café da manhã no aeroporto. Voo saiu às 9, chegou em Marseille às 12:10, fuso de uma hora a mais que Lisboa. Pegamos nossa bagagem – havia polícia e um cão farejador – e pegamos um Uber para Marseille, motorista Salim com o qual fomos conversando sobre Marseille, sobre futebol, sobre a Provence. Hotel Ibis inferior ao de Lisboa. Almoço no Vieux Port, eu pedi o hambúrguer Maison e Eliane o entrecôte; acompanhamos com água e duas taças de vinho branco. Caminhada pelo porto e até a Decathlon. Voltamos andando até o porto e para o hotel.
Dia 3- Marseille, compra das bicicletas
Compramos as bicicletas na Decathlon, escolhi bagageiros que não se adequaram, então troquei e coloquei os bagageiros certos. Também coloquei selim e mesa de Eliane. Depois pedalamos até Vieux Port, almoçamos: pavé de saumon e entrecôte; um pichet de vinho branco da Provence. Pedalamos até a Plage des Catalans, entupida de gente, parecia a praia do Quartel em Olinda. Depois, pedalamos por Le Panier, bairro de Marseille parecido com Montmartre. Ainda é necessário fazer ajustes nas bicicletas: comprar uma mesa mais elevada para mim, marcar a inserção mínima dos canotes, colocar o GPS em posição melhor, colocar os bar-ends, ver o freio de Eliane que está rangendo.
Dia 4 - Marseille: pedal até o Parc National des Calanques, 35 kmFomos na Decathlon comprar travesseiro inflável e uma mesa mais elevada para mim – não tinha a mesa com o diâmetro certo do guidão da bicicleta. Pedalamos para o Parc National des Calanques, ida e volta deu 35 km. São bonitas as calanques, entradas de mar entre rochas calcáreas esbranquiçadas. Almoçamos em um excelente restaurante, La Calanques Blanche, daurade, Eliane, brioche façon burguer, eu, vinho rosé ótimo, sobremesa algo feito com coco e algo feito com café gelado. Já em Marseille, super quente, paramos em uma praça para duas cervejas e duas Orangina. Hotel. Ajustei meu freio e meu selim. Descansamos e fomos ao Cours Julien comer pizza no Papa Fredo, sem glúten para Eliane, e duas taças de vinho rosé. Passeamos no quartier e voltamos para o hotel.
Dia 5 - Marseille, a pé, 9 km, Notre Dame de la Garde
Fomos na Decathlon novamente trocar a mesa que eu havia comprado no diâmetro errado. Subimos para a Igreja de Notre Dame de la Garde. Descemos e almoçamos em uma rua perto do Vieux Port, no Le Peano, eu pizza e Eliane uma daurade, pichet de vinho rosé. Hotel. Fui lavar e secar roupa na lavanderia automática pertinho do hotel. De volta, fui ajustar as bicicletas pois partimos amanhã: coloquei os bar-ends, a nova mesa para mim, ajustei o freio traseiro de Eliane, calibrei os pneus. Banho e arrumação dos alforges. Jantamos no Papa Fredo novamente.
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| Notre Dame de la Garde - Marseille |
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Dia 6 - De Marseille para Salon de Provence, 65 km, vento contra
Acordamos às 6h, fomos para o café da manhã, arrumamos o que faltava nos alforges, descemos. Tiramos as bicicletas do “terrasse” do Ibis para a rua e colocamos e ajustamos os alforges. Descemos a ladeira e cuidadosamente seguimos pela rua dos bondes, que é larga e segura para as bicicletas. Passamos pelo arco que marca a saída para Aix. Seguimos lentamente para evitar acidentes e o tráfego era relativamente intenso – não como o Recife, claro. Eliane também estava fora de ritmo. Somente depois de uns 20 km pedalados é que deixamos de ver casas e área urbana. Muitas subidas suaves e moderadas. Entramos em Aix-en-Provence e catamos um lugar para comer. A cidade apresenta um turismo massivo. Almoçamos em um restaurante qualquer, comida abaixo da média, acompanhando um pichet de vinho rosé. Passeamos um pouco por Aix e seguimos viagem. Esta segunda metade da rota foi bem mais tranquila, por estradas rurais. O vento esteve contra e fortíssimo durante todo o trajeto. Entramos em Salon de Provence e fomos direto para o Hotel Maison d’Eté, muito bom. Depois, saímos para jantar e voltamos ao hotel.
Dia 7 - De Salon de Provence para Arles, 45 km
Dia mais curto. Depois do café da manhã, partimos de Salon e seguimos por estradas rurais muito tranquilas até Arles, com 45 km pedalados sem problemas, céu azul e vento fraco. Almoçamos e fomos para o Hotel Le Cheval Blanc. O clima começou a mudar e começou a chover já quando saímos para passear e lavar roupa. Na lavanderia em que lavamos a roupa, as máquinas de secar não funcionaram então fomos em outra lavanderia, tomando chuva no caminho. Depois de secar as roupas, fomos comer galettes em creperia bretã. Ainda com chuva, voltamos para o hotel.
Dia 8 - De Arles para Aigues Mortes, passando por Saintes-Maries-de-la-Mer - 70 km
Café da manhã às 7:30 em Arles. Partimos e seguimos rio Rhône por um curto trecho, depois entramos pelas estradinhas que cortam o Camargue. Muitos ciclistas e cicloturistas ali pelo Camargue, também grupos de observadores de pássaros. Em Saintes-Maries, com 37 km de pedal, tivemos um excelente almoço de polvo. Seguimos pelo Camargue até Aigues Mortes, cidade fortaleza, onde chegamos com 70 km de pedal.
Dia 9 - de Aigues Mortes para Sète, almoço em Palavas-les-Flots
Café da manhã no Hotel Saint-Louis, partimos de Aigues Mortes seguindo o Canal Rhône-Sète até Grau de Roi. De lá, por ciclovias e áreas urbanas – La Grande Motte, Carnon – chegamos a Palavas-les-Flots. Ali, almoçamos polvos grelhado. Seguimos para Sète pelo Canal e depois ciclovia em Frontignan e ciclovia até próximo do centro de Sète. Três hotéis que consultamos estavam completos. A dona do Hotel Regina nos indicou o Hotel Le National e fomos para lá e conseguimos quarto. Banho e fomos bater perna por Sète, que já conhecáimos e continua linda. Tomamos cervejas na beira do rio e ao sol, depois fomos comer galettes – de trigo sarraceno, claro – e muito boas.
Dia 10 - de Sète para Agde, almoço em Le Grau d’Agde - 38 km
Café da manhã fraquinho no Hotel Le National. Partimos lentamente para ter atenção ao tráfego – que estava mais fraco no domingo. Paramos no Monoprix para Eliane comprar pão sem glúten. Depois, seguimos por boas e seguras ciclovias até pouco depois de Marseillan. Naquele trecho, muitos e muitos ciclistas, e um grupo grande de ciclistas com uma camisa amarela escrito TourThau. Thau é o nome da principal lagoa da região próxima a Sète. Marseillan Plage cheia de gente indo para a praia e para um parque aquático. Depois seguimos por ciclovias um pouco meio complicadas, por dentro de pequenas vilas. Então desembocamos em Le Grau d’Agde. Esta comunidade fica na foz do rio Hérault e tem diversos restaurantes na margem do rio. Como sempre fazemos, fomos passando pelos restaurantes e decifrando as comidas. Dobramos para a beira-mar e encontramos um restaurante pequeno menos turistado, La Sergerie; Eliane comeu um saumon laqué e eu o mais simples fish and chips, e ambos estavam bons; um pichet de vin rosé; sobremesa, café gourmand. Estava ainda longe de Narbonne e a gente havia decidido ficar pelo caminho entre Sète e Narbonne, então seguimos para o centro histórico de Agde e nos hospedamos no Yseria Hotel. Passeamos pela cidade, lavamos e secamos roupa na laverie, descansamos um pouco, e saímos para jantar. Em Agde, há vários barcos – tipo chatas – ancorados na margem do Hérault, e que funcionam como restaurantes. Escolhemos L’Amiral e fomos muito bem atendidos; comemos au bord de l’eau; pedimos omelete recheada com saumon, emental e champignons, Eliane, e eu uma simples pizza jambon fromage, muito boa. Um pichet de vin rosé, água, e pedi mais um copo de vinho tinto. Excelente atendimento, tudo de bom.
Dia 11 - De Agde para Narbonne - 55 km
Café da manhã às 7h no Yseria Hotel, depois arrumação final dos alforges, pegar as bicicletas na garagem super segura do hotel (várias bicicletas de cicloturistas lá), e partimos. Durante alguns km seguimos o Canal du Midi (uma rota que já fizemos no sentido contrário); parte desse trecho era terra-cascalho-gravel e parte asfaltada. Mais adiante, saímos do Midi e seguimos por pequenas estradas vicinais asfaltadas até que chegamos a Serignan. Lá estava acontecendo a feirinha de roupas, queijos, legumes, produtos regionais. As crianças não tinham aula naquela manhã, papais e mamães passeavam com seus rebentos, e muita gente nos cafés e nas boulangeries. Sentamos em uma mesa ao sol para esquentar do vento um pouco frio, e tomamos um café e uma taça de vinho tinto, vin rouge. Fomos na boulangerie e comemos um macarron cada um – macarron é um doce colorido parecido com suspiro. Seguimos por pequenas vilas e estradas, sem novidade. Para evitar rodovias mais movimentadas, segui uma rota entre vinhedos, parte de terra, parte asfaltada. Entramos com cuidado na zona urbana de Narbonne, cuidado com o tráfego que aumenta em cidade grande. Chegamos ao centro histórico de Narbonne cerca de 13h da tarde, e pegamos uma mesa no restaurante-bar Le Rive Gauche. Pedimos uma “brandade de morue”, uma comida feita com bacalhau e que a mãe de Eliane fazia, e mais algum complemento – mas a branca de já era suficiente. Com vinho rosé. Pesados, fomos para o Hotel de France e dormimos um pouco – escurece muito tarde, lá para as dez da noite, e temos tempo para passear nas cidades. Depois do breve descanso, andamos por Narbonne, apreciando o Canal de la Robine – que se liga ao Canal du Midi – a prefeitura e a enorme Catedral de Saint-Just e Saint-Pasteur – pelo tamanho da catedral e dos restos de muralha, vê-se que Narbonne já foi uma cidade relevante na região da Occitanie. De fato, Narbonne era porto do mar Mediterrâneo na Idade Média, mas o mar se afastou cerca de quinze quilômetros e diminuiu a importância da cidade. Depois do passeio, fomos ao Carrefour que, aqui na França, tem comidas muito boas – vc se serve das comidas e coloca em um pote (bol) e leva para comer. Preenchemos nossos bol, compramos um vinho da região da Occitanie e fomos para o hotel comer e beber, e estava delicioso.
Dia 12 - de Narbonne para Perpignan – 78 km
Café da manhã no Hotel de France, depois arrumação dos alforges e partida. Seguimos ao lado do Canal de la Robine por muitos quilômetros, em estradinha sem calçamento, de terra e pedrinhas, gravel. As bicicletas, os alforges e nós ficamos completamente empoeirados. Na vila de Port la Nouvelle, compramos brebotes para um lanche no Carrefour. Depois dessa vila, breve trecho de asfalto e logo seguimos por uma estrada pedregulhosa na beira-mar, um lugar selvagem onde o mar recua muito na maré seca, uma estrada difícil, ainda mais com bagagem. Desembocamos na vila La Franquie seguimos por uma excelente ciclovia asfaltada até a cidade de Leucate, praticamente no meio do trajeto de hoje. A pracinha com café e restaurantes nos fez parar e almoçar. Pedimos a formule du jour que era um prato com frango e costela de porco, batatas assadas e salada; de sobremesa, sorvete e panacota. Depois do almoço, seguimos por ciclovias todo o tempo, passando por Les Bacarès e chegando a Perpignan. No centro histórico, procuramos hotel e escolhemos o Ibis Budget. A recepção nos surpreendeu pois disse que podíamos guardar as bicicletas no quarto. E o elevador deste Ibis é bem grande, coube as duas bicicletas. O quarto espaçoso ficou bom para nós e as bicicletas. Depois do banho, fomos lavar roupa na lavanderia. Encontramos uma excelente pizzaria que serve pizza e massas sem glúten deliciosas. O dono, Tomaso, é um italiano muito gentil e caloroso.
Dia 13 - Pireneus, de Perpignan para Saint-Paul-de-Fenouillet 50 km
Saímos do Ibis Budget, passamos no Carrefour para comprar pão sem glúten para Eliane. Depois saímos cuidadosamente de Perpignan, pois é uma cidade grande e tem muito tráfego. Depois de passar o aeroporto ficou mais tranquilo; foi quando pegamos a VéloSud, uma rota de cicloturismo que segue pela parte baixa dos Pireneus. Mesmo a parte baixa já foi muito dificultosa. Muitas e muitas subidas e descidas, tornando o pedal lento e pesado. Também vento contra muito forte. Paisagem belíssima das enormes montanhas. Depois de longa descida, chegamos em Tautavel, onde almoçamos excelente comida. Depois de Maury, a subida ficou mais fácil e constante. Por volta de cinco horas da tarde chegamos em Saint-Paul-de-Fenouillet e fomos para o hotel. Por volta de sete da noite fomos jantar no restaurante Le Ptit Chapitre, boa comida, bom vinho, e dormir.
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Dia xx - de Bilbao para Lisboa
Café da manhã no Ibis Bilbao
Centro, croissants e pain au chocolat pesados, inferiores aos franceses. No
Carrefour, comprei filme plástico e fechamos o malão-pacotão e embalamos com
filme plástico; lá, todas as roupas, capacetes, ferramentas, calçados. Nas
mochilas pouca coisa, somente a roupa do dia seguinte e material de higiene. Acertei
com o hotel um check-out tardio e saímos para passear; fomos para o Casco Viejo
caminhar pelas ruas estreitas e belas. Muitas pessoas com camisas do Atlético
de Bilbao. Paramos em uma praça para uma caña, cerveja, e um vinho rosado.
Voltamos a caminhar, mas uma caña já no bairro de Abando e fomos almoçar no Amaren,
um restaurante que tem ótimos pratos e também hambúrgures de carne verdadeira e
pão sem glúten (para Eliane). Um vinho tinto, somente uma copa, e eu repeti o
solomillo enquanto Eliane foi no hambúrguer, outro, diferente do dia anterior. Depois,
voltamos para o hotel, banho, fizemos o check-out e pegamos um Uber para o aeroporto.
O motorista devia ser indiano e cheirava mal. Aeroporto de Bilbao é obra de Santiago
Calatrava e foi apelidado de La Paloma. Despachamos a bagagem de porão, aguardamos
o voo, pegamos o voo, chegamos a Lisboa, deixamos o malão em um locker (cacifo),
fomos para as máquinas e fizemos o check-in e imprimos a etiqueta da bagagem
para adiantar as tarefas do dia seguinte. Pegamos o Uber de um brasileiro, Romário,
até o Ibis Lisboa Liberdade. Já eram mais de 9 da noite e encontramos no Google
um restaurante próximo bem avaliado e que fechava à meia-noite. Fomos para lá,
havia pouca gente nas mesas, ficamos apreensivos, perguntamos à moça se podia
ainda atender, ela disse que sim, mas titubeou levemente. No durante, soubemos
que o Google estava errado, não fechava meia-noite, mas ainda podia nos
atender. A moça era do Recife, de Casa Amarela, simpática demais. Comemos bem, um
queijo curado de entrada, carnes, vinho tinto, comida boa e bem-feita. Hotel e
fim da noite.

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Dia xx - de Lisboa para Recife
Café da manhã no Ibis Lisboa
Liberdade. Os croissants e os pain au chocolat são pesados, inferiores aos
franceses. Banho e arrumamos nossas mochilas e saímos para uma caminhada leve
antes de ir para o aeroporto. Subimos ao Bairro Alto, havia uma feirinha, ruínas
do Convento do Carmo, descemos para o Chiado, depois Terreiro do Paço, uma
cerveja e um taça de vinho rosé no Museu da Cerveja, tudo sem pressa e com
tranquilidade. Pegamos um táxi para o aeroporto e, no trajeto, conversamos
muito com a motorista. Nos lockers (cacifos), pegamos nosso pacote de roupas,
capacetes, ferramentas e entramos para o check-in. Já havíamos feito o check-in
no dia anterior – com as máquinas, quase não há mais humanos no check-in da TAP
em Lisboa – mas sempre havia a necessidade de seguir a fila única. O malão-pacotão
com 24,4 kg, que havia passado pelo humano em Bilbao, não passou pela máquina,
que só aceita até 23,9 kg. Uma humana veio e disse para irmos ao check-in
humano, do outro lado. A humana disse ok, sem problema – máquinas são burras e
rígidas – e nos mandou para o despacho de bagagens oversize, fora de formato. Lá,
tudo ok, e seguimos para os portões de embarque. Não havia ainda a indicação de
nosso portão (internacional é na Asa Norte), então fomos para a Asa Sul, perto
do portão 13, onde tem um Versailles que serve boa comida. Pedimos vinho tinto,
bife de lombo, bacalhau com natas e foi uma ótima última refeição europeia.
Apareceu nosso portão na tela,
Norte 45, então passamos pelas máquinas de leitura de passaporte e escaneamento
de digitais, depois pelos controle de imigração humano. O rapaz da Polícia
perguntou o que fizéramos nas férias e contamos da nossa viagem de bicicleta e
ele ficou admirado, uma despedida gentil e amigável.
Portão N 45 e logo começo o
embarque e tudo ok. Voo da TAP para Recife tranquilo, pouca turbulência, capitã
Joana no comando. A comida da TAP é que está cada vez pior na classe econômica.
Já foi muito melhor. O vinho português ainda está bom. E chegamos em Recife e
fim.
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